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PósTV #Cinema e Música – Relato

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(Foto: Lorena Machado)

04-04-2012

Link para assistir a PósTV #Cinema e Música.

Com a tag #Cinema e Música, a PósTV do coletivo Nó Cultural deu início à SEDA Floripa 2012 com a participação dos convidados Adriano de Angelis (realizador audiovisual, coordenou a implantação de TVs e Plataformas Digitais no MinC e do Canal Brasil) e Julian Alexander Brzozowski (coordenador da Orquestra Eletroacústica da UFSC, trilheiro musical e estudante de Cinema).

Por meio da provocação “O som é mais da metade do filme” surgiram ideias e reflexões que, superando as #FalsasDicotomias técnicas e narrativas, possibilitaram visualizar como que os universos cinematográficos e musicais estão conectados e possuem pautas em comum podendo se beneficiar por meio da trocando experiências em áreas como #DireitosAutorais, #Exibição, #Distribuição, #Acesso, e nas mudanças de modelos de negócio já experimentados na música independente que poderiam flexibilizar o mercado do Cinema Brasileiro.

Partindo do histórico brasileiro, das antigas Chanchadas aos atuais documentários que tratam do universo musical, como o Brega S/A, é notório o envolvimento que a cultura brasileira tem com a música e todas as vezes que o cinema buscou esta parceria surgiram formas de subsistência para ambos setores.

Dentro do filme, uma das maiores importâncias da música está em promover a dinâmica. Julian apontou a importância do profissional Diretor Musical que é quem planejaria a construção do som e da trilha sonora, criando o ritmo para a obra, uma das coisas que mais precisa evoluir nos filmes, e que garantiria um salto de qualidade muito positivo, tratando-se também de produções de orçamento nulo.

De Angelis jogou #IdeiasPerigosas como o mapeamento de trilheiros parceiros pela rede para estruturar a demanda de profissionais da área audiovisual, aproveitando o forte elo com a música já estabilizado pelo Fora do Eixo. Outra tag importante foi #Sevirologia, ou, o ato de “se virar” na hora de inventar uma boa trilha, citando como exemplo o filme “Ai que Vida”. A trilha sonora composta pelo próprio diretor, Cícero Filho, que, ao não encontrar quem a fizesse, resolveu criá-la, pois, apesar de não ser músico profissional tinha muito claro a intensão. O filme foi sucesso no Maranhão, a trilha também foi sucesso de vendas, além de ser regravada posteriormente por grupos de forró do estado. Assista ao filme na integra aqui: http://www.youtube.com/watch?v=yCHC2DFFzW0

Após um bate papo sobre teoria anestética, a PósTV foi encerrada com uma provocação aos realizadores, criadores de narrativas, para inventar novas #ExperiênciasAudiovisuais capazes de abduzir artisticamente e emocionalmente as pessoas para novos ambientes dando conta da complexidade do mundo de hoje. Talvez não mais seguindo o modelo onírico de projeção interna e catarse, mas algo que explore as sensações humanas além do que o 3D conseguiu, talvez o caminho seja reinventar a proposta de artes integradas dos antigos cabarés.

Relato por Carol Mariga, gestora da SEDA Floripa