Fanzine é uma espécie de revista geralmente independente que tem por finalidade divulgar algo que os meios de divulgação das massas não estão interessados em fazer. O conteúdo é livre, é de escolha do próprio autor e não há forma específica para criá-lo, basta ter criatividade e interesse em propagar o que se gosta e mostrar aos conhecidos (e desconhecidos). Foi nesse intuito que os colaboradores de um fanzine já existente – o Buuuzine – com o apoio da SEDA, realizaram uma oficina de fanzine no dia 5 de julho no intuito de mostrar aos participantes inscritos como funciona o projeto e como se modela a revista independente. Os participantes trouxeram poemas e revistas velhas para a montagem. O pessoal da equipe Buuuzine trouxe poemas de autores que já publicavam antes e também mostrou um documentário sobre os Fanzineiros do Século Passado (disponível no link: http://vimeo.com/19998552).
Com todo esse material e muita criatividade, conversa, tesoura e cola, o fanzine da SEDA foi se modelando e num trabalho de pouco mais de três horas, a revista ficou pronta. As dicas do documentário bastaram para que quem participou pudesse perceber toda a liberdade que tinha para criar a revista. Foi composta uma edição de bolso pequena para que todos os poemas coubessm na edição e não ficasse sobrando espaço. O resultado você confere abaixo:
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Mostra de Skate na Trinda Time’s – Relato
(Foto: André Motta, Coletivo Sem Fronteiras)
05-07-2012
Na primeira quinta-feira de julho demos início à primeira noite de Mostras dentro da programação da Semana do Audiovisual – SEDA – Floripa. A Mostra aconteceu na pista de skate da Trinda Time’s e contou com a exibição de curtas metragens locais, de skatistas e colaboradores de Santa Catarina, de forma a divulgar o trabalho e a cena dos skatistas no interior do estado e trazer um pouco mais pra perto essa realidade ou estilo de vida que muitos de nós não conhecemos ou temos tanto contato.
Dirigidos e realizados por João Brinhosa e Matheus Moreira, foram exibidos diversos curtas metragens que mostravam um pouco do cotidiano desses skatistas, locais da prática do skate em Santa Catarina, manobras, viagens e até mesmo momentos de descontração.
Nem mesmo o frio ou os imprevistos da noite fizeram com que a primeira noite de Mostras da Semana deixasse de ser uma enorme satisfação. Devido ao excesso de luminosidade para a exibição dos curtas na pista ou na quadra, optamos por fazer a exibição entre a quadra e um campo de futebol, em um gramado que, além da pouca luminosidade, que contribuiu para a boa recepção das imagens, foi de grande ajuda na disposição das cadeiras e do público em geral que aparecia para assistir aos vídeos, à medida que tínhamos mais espaço para o público, maior visibilidade aos pedestres que passavam ao redor, e também aos próprios skatistas que lá se encontravam.
A noite trouxe também outra ótima notícia. Ficamos sabendo que a exibição dos curtas no local foi tão receptiva que o dono do bar na Trinda Time’s estava solicitando os curtas e outros vídeos de skate para serem exibidos cotidianamente no local devido à grande atratividade que a Semana proporcionou na pista. Quem sabe a SEDA está aí na raiz de uma nova relação entre os skatistas e frequentadores da Trinda Time’s.
Agradecemos principalmente ao Instituto Lagoa Social que proporcionou esses encontros e vivências apoiando com o cinema itinerante “Projeto Pipoca”.
Felipe Reche, parceiro na produção da SEDA Floripa e curador (juntamente com Thiago Teles) da mostra.
Relato da exibição de Brega S/A no Cine Paredão
06-07-2012
Relato por Michele Costa, parceira de exibição.
O projeto cultural CINE PAREDÃO teve início em maio de 2008 com a finalidade de instaurar uma atividade cultural gratuita no Campus da UFSC em Florianópolis, com intervenções artísticas e, especialmente, cinematográficas, aproveitando espaços ociosos da universidade. O espaço utilizado para a realização da atividade é o início do Bosque, que preferimos chamar as “Colinas do Bosque”, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas – CFH.
O nosso primeiro contato com o coletivo de cultura Nó cultural e Fora do Eixo foi através de um convite realizado para a exibição de Bollywood Dream no Grito rock, recebemos também um segundo convite para a exibição de Brega S/A (Vladimir Cunha e Gustavo Godinho, 2008) agora na SEDA Florianópolis 2012 (semana de audiovisual) no último dia 06 de julho.
Assim que recebemos a lista de possíveis filmes, logo nos interessamos pelo Brega S/A , pois o norte do país é uma regiao esquecida/esquecida para algumas pessoas, achamos que seria interessante trazer um documentário de não tão fácil acesso para os expectadores do Paredão e do SEDA. Com o dia chuvoso tivemos menos pessoas presentes na sessão, o que e uma pena, pois o documentário é ótimo, ele descentraliza nosso olhar, tão acostumado com as produções do eixo Rio – São paulo, dá um salto até Belém do Pará e permanece ali nos mostrando o tecnobrega ( ritmo que há muito tempo faz parte da cultura local) tanto do ponto de vista dos criadores, produtores quanto consumidores.
Depois do término do filme, abrimos espaço para discussão e o primeiro a se pronunciar foi Adriano de Angeles, que já teve um contato maior com a cultura e as pessoas de Belém, ele nos contou sobre a sua experiência e sensações. Uma questão recorrente foi à desvalorização da cultura quanto a um modo de viver diferente do qual estamos habituados a ter. Adoramos a sessão e o debate, e que muitas parcerias novamente surjam entre o Cine Paredão e o Nó Cultural.
Cine paredão nas redes sociais:
Oficina de Remix-midiativismo – Relato
06-07-2012
Relato por Tamar, parceira na produção da SEDA Floripa.
O tempo voou durante a oficina; de Angelis mostrou vários vídeos que conseguiram demonstrar bem do que se tratava o assunto e a sua importância. Às vezes não nos damos conta de como temos poderosas ferramentas em nossas mãos (internet, câmeras digitais, celulares com câmera) que nos permitem ter voz ativa na defesa de qualquer causa. Causa que pode envolver política, arte, causa social, ou mesmo todas elas.
Entre os filmes vistos estavam alguns de protesto social feitos por cidadãos comuns, assim por dizer, e outros mais elaborados produzidos para a TV como a série “No Estranho Planeta dos seres audiovisuais” do canal TV Futura que trazia vários debates à tona como a questão da reciclagem de vídeos na época do “tudo já foi feito” e direitos autorais.
Reciclagem é o termo usado para quando ao invés de se optar pela produção de um vídeo inteiramente novo, faz-se uso de trechos ou mesmo partes inteiras de vídeos já produzidos e que circulam por aí (como no youtube).
A respeito dos direitos autorais, várias coisas foram novidades para o grupo; como a existência do CC (Creative Commons) que permite ao usuário consultar no site que tipo de direitos autorais regem o uso da obra quando ela está cadastrada no site, facilitando o uso dela e a sua reciclagem, portanto. A indústria audiovisual está criando outros meios de lucro na era da pirataria. É um caminho sem volta, afinal. Mas a adaptação leva tempo.
A presença de mais de um professor como participante na oficina gerou uma discussão de como seria fundamental para a educação que houvesse esse link da rede com a escola, entre professores e alunos; uma forma de usar a internet para estabelecer essa ligação, também da universidade com a escola, tirando as pessoas dessa alienação em que vivem, trazendo conflitos e debates atuais para a sala de aula, por exemplo.
Outro caminho que está aí aberto para quem quer produzir no meio audiovisual são os canais públicos. Nenhum participante da oficina tinha consciência da enorme quantidade de canais de TV do campo público existentes atualmente no Brasil (cerca de mais de 300) sendo muitos universitários. Todos eles demandando programação que constantemente está em falta. Ou seja, há um mercado de audiovisual bem pouco explorado.
A oficina teve cara de introdução a algo que apenas está começando, mas que promete muito no que ainda está por vir; foi também um estímulo para nós enxergarmos como é possível fazer algo acontecer através do efeito viral poderoso que a rede possui.



