Fanzine é uma espécie de revista geralmente independente que tem por finalidade divulgar algo que os meios de divulgação das massas não estão interessados em fazer. O conteúdo é livre, é de escolha do próprio autor e não há forma específica para criá-lo, basta ter criatividade e interesse em propagar o que se gosta e mostrar aos conhecidos (e desconhecidos). Foi nesse intuito que os colaboradores de um fanzine já existente – o Buuuzine – com o apoio da SEDA, realizaram uma oficina de fanzine no dia 5 de julho no intuito de mostrar aos participantes inscritos como funciona o projeto e como se modela a revista independente. Os participantes trouxeram poemas e revistas velhas para a montagem. O pessoal da equipe Buuuzine trouxe poemas de autores que já publicavam antes e também mostrou um documentário sobre os Fanzineiros do Século Passado (disponível no link: http://vimeo.com/19998552).
Com todo esse material e muita criatividade, conversa, tesoura e cola, o fanzine da SEDA foi se modelando e num trabalho de pouco mais de três horas, a revista ficou pronta. As dicas do documentário bastaram para que quem participou pudesse perceber toda a liberdade que tinha para criar a revista. Foi composta uma edição de bolso pequena para que todos os poemas coubessm na edição e não ficasse sobrando espaço. O resultado você confere abaixo:
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Oficina de Remix-midiativismo – Relato
06-07-2012
Relato por Tamar, parceira na produção da SEDA Floripa.
O tempo voou durante a oficina; de Angelis mostrou vários vídeos que conseguiram demonstrar bem do que se tratava o assunto e a sua importância. Às vezes não nos damos conta de como temos poderosas ferramentas em nossas mãos (internet, câmeras digitais, celulares com câmera) que nos permitem ter voz ativa na defesa de qualquer causa. Causa que pode envolver política, arte, causa social, ou mesmo todas elas.
Entre os filmes vistos estavam alguns de protesto social feitos por cidadãos comuns, assim por dizer, e outros mais elaborados produzidos para a TV como a série “No Estranho Planeta dos seres audiovisuais” do canal TV Futura que trazia vários debates à tona como a questão da reciclagem de vídeos na época do “tudo já foi feito” e direitos autorais.
Reciclagem é o termo usado para quando ao invés de se optar pela produção de um vídeo inteiramente novo, faz-se uso de trechos ou mesmo partes inteiras de vídeos já produzidos e que circulam por aí (como no youtube).
A respeito dos direitos autorais, várias coisas foram novidades para o grupo; como a existência do CC (Creative Commons) que permite ao usuário consultar no site que tipo de direitos autorais regem o uso da obra quando ela está cadastrada no site, facilitando o uso dela e a sua reciclagem, portanto. A indústria audiovisual está criando outros meios de lucro na era da pirataria. É um caminho sem volta, afinal. Mas a adaptação leva tempo.
A presença de mais de um professor como participante na oficina gerou uma discussão de como seria fundamental para a educação que houvesse esse link da rede com a escola, entre professores e alunos; uma forma de usar a internet para estabelecer essa ligação, também da universidade com a escola, tirando as pessoas dessa alienação em que vivem, trazendo conflitos e debates atuais para a sala de aula, por exemplo.
Outro caminho que está aí aberto para quem quer produzir no meio audiovisual são os canais públicos. Nenhum participante da oficina tinha consciência da enorme quantidade de canais de TV do campo público existentes atualmente no Brasil (cerca de mais de 300) sendo muitos universitários. Todos eles demandando programação que constantemente está em falta. Ou seja, há um mercado de audiovisual bem pouco explorado.
A oficina teve cara de introdução a algo que apenas está começando, mas que promete muito no que ainda está por vir; foi também um estímulo para nós enxergarmos como é possível fazer algo acontecer através do efeito viral poderoso que a rede possui.


